terça-feira, 30 de abril de 2013

A veste nupcial

E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial. Mateus 22:11

Com a ajuda do Espírito Santo, homens e mulheres podem sair da mediocridade e viver uma vida pura e santa. Aqueles que professam crer, mas não praticam isso, mentem contra a verdade. [...] Como pode o Senhor Se agradar daqueles que não fazem esforço algum para atingir um padrão elevado? Não alegam eles ter recebido uma verdade elevada e enobrecedora? [...]

Deus não pede que homens e mulheres submetam nada que não seja para sua saúde física ou espiritual, mas pede que submetam os maus hábitos degradantes e debilitantes que, se cultivados, os excluirão do Céu. Ele lhes deixa espaço para todo prazer que pode ser desfrutado sem culpa e lembrado sem remorso. Ele lhes pede, para o seu bem presente e eterno, que cultivem virtudes que tragam saúde ao corpo e força ao espírito. Pensamentos puros e hábitos corretos são necessários para a felicidade do homem, como ser humano e como cristão. Tudo que degrada o caráter deve ser vencido se desejamos contemplar o Rei em Sua beleza. [...]

O Senhor pode e ajudará todo aquele que buscar Sua ajuda no esforço de se tornar mais puro e santo. [...] Têm sido feitos esforços sinceros a fim de vencer as inclinações naturais para o mal, para conquistar hábitos e práticas que fizeram parte da vida antes de conhecer a verdade? São os que alegam crer na verdade desleixados e desordeiros no lar, sem qualquer semelhança com Cristo na vida diária, como antes, enquanto professam aceitar o Salvador? Se sim, eles não estão rendendo louvores Àquele que os chamou das trevas. Eles não se revestiram da justiça de Cristo.

Empenhem-se em fazer firmes progressos. Purifiquem-se “de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” (2Co 7:1). Sejam asseados e disciplinados no vestir, e bondosos e corteses em suas maneiras. Sejam puros e refinados, pois o Céu é a própria essência da pureza e do refinamento. Como Deus é puro e santo em Seu contexto, devemos ser em nosso contexto.

Leiam de forma atenta e cuidadosa a parábola da veste nupcial e façam uma aplicação pessoal das lições que ela transmite. […] Aqueles que fazem profissão de fé, mas permanecem imutáveis em hábitos e práticas, são representados […] pelo homem que entrou na festa sem a veste nupcial
(Review and Herald, 26 de fevereiro de 1901).
 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Passagem personalizada




O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Salmo 23:1, ARA

Ao fechar o livro, decidi aceitar o desafio apresentado pelo escritor, no sentido de escolher um verso das Escrituras e personalizá-lo. “O Senhor fala com você nesse momento, na sua situação”, declara o autor. Escolhi o Salmo 23, e minha necessidade naquele dia – naquele exato momento – era que o Senhor fosse meu incentivador pessoal. Então escrevi:

“O Senhor é meu guia motivacional; não me faltará confiança.

“Ele me faz repousar quando preciso de descanso; guia-me às águas tranquilas de um momento de reflexão para me refazer as forças.

“Restaura minha autoestima abalada.

“Guia-me pelas veredas certas para mim – embora eu não compreenda –, para a glória do Seu nome.

“Ainda que eu ande em meio a situações emocionalmente escuras, terras estéreis, Tu me dás a coragem interior necessária para prosseguir sem medo da situação ou dos malfeitores.

“Tu me capacitas, Senhor, através do uso intermitente da Tua vara e do Teu cajado – que me conforta.

“Preparas um banquete de ânimo, para que eu veja a meta alcançada, mesmo entre os pessimistas, os invejosos, os assassinos do espírito e os que desanimam os outros.

“Unges minha cabeça com o bálsamo da Tua paz para minha mente em conflito; meu cálice emocional transborda com gratidão por Teu amor e graça.

“Certamente Tua bondade e misericórdia continuarão a me acompanhar todos os dias da minha vida, fazendo-me lembrar de que meu alvo é habitar na Tua casa – para sempre.”

Por que não aceitar o desafio e personalizar uma passagem hoje? Deus inspirou toda a Escritura para que ela lhe falasse de modo pessoal. Podemos apreciá-la ainda mais quando personalizamos o texto de acordo com a nossa situação.

Quando personalizo, ouço Deus a me falar através dos versos, chegando às profundezas da minha necessidade atual, trazendo a resposta inclusive às perguntas que não formulei e proporcionando orientação quando nem mesmo notei que me perdi pelo caminho.

Maxine Williams Allen

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dez virgens



 Matheus 25:1 a 13.
Duas classes são representadas. Todas haviam tomado suas lâmpadas, a Bíblia, e mediante sua luz saíram para encontrar o esposo. Mas, enquanto "as loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo", "as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas". A última classe tinha recebido a graça de Deus, e o poder do Espírito Santo, que regenera e alumia, tornando a Palavra divina uma lâmpada para os pés e luz para o caminho. No temor de Deus estudaram as Escrituras, para aprenderem a verdade, e fervorosamente buscaram a pureza de coração e de vida. Possuíam uma experiência pessoal, fé em Deus e em Sua Palavra, que não poderiam ser derrotadas pelo desapontamento e demora. Sem o Espírito de Deus, de nada vale o conhecimento da Palavra. A teoria da verdade não acompanhada do Espírito Santo, não pode vivificar a mente, nem santificar o coração. Pode estar-se familiarizado com os mandamentos e promessas da Bíblia, mas se o Espírito de Deus não introduzir a verdade no íntimo, o caráter não será transformado. Sem a iluminação do Espírito, os homens não estarão aptos
Outras, "tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo". Haviam-se movido por um impulso de momento. Seus temores foram excitados pela mensagem solene, mas haviam dependido da fé que possuíam seus irmãos, estando satisfeitos com a luz vacilante das boas emoções, sem terem compreensão perfeita da verdade, nem experimentarem uma genuína operação da graça no coração. Tinham saído para encontrar-se com o Senhor, cheios de esperanças, com a perspectiva de imediata recompensa; mas não estavam preparados para a demora e desapontamento. Quando vieram as provações, faltou-lhes a fé, e sua luz se tornou bruxuleante.
"E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram." Pela tardança do esposo é representada a passagem do tempo em que o Senhor era esperado, o desapontamento, e a aparente demora. Neste tempo de incerteza, o interesse dos que eram superficiais e não de todo sinceros começou logo a vacilar, arrefecendo seus esforços; mas aqueles cuja fé se baseava no conhecimento pessoal da Escritura Sagrada, tinham sob os pés uma rocha que as ondas do desapontamento não poderiam derruir. "Tosquenejaram todas, e adormeceram", uma classe na indiferença e abandono de sua fé, outra esperando pacientemente até que mais clara luz fosse proporcionada. Todavia entre eles, satanás esta pronto para introduzir os de coração não santificado e desequilibrados de espírito. Quando estes aceitam alguns pontos da verdade e adquirem um lugar entre os crentes, opera por meio deles a fim de introduzir teorias que enganarão os incautos. Não se prova que qualquer homem seja cristão verdadeiro por encontrar-se em companhia dos filhos de Deus, mesmo na casa de culto, e à mesa do Senhor. Satanás freqüentemente ali se acha, nas ocasiões mais solenes, sob a forma daqueles que pode usar como agentes.
Na parábola, todas as dez virgens saíram ao encontro do esposo. Todas tinham lâmpadas e frascos. Por algum tempo não se notava diferença entre elas. Assim é com a igreja que vive justamente antes da segunda vinda de Cristo. Todos têm conhecimento das Escrituras. Todos ouviram a mensagem da proximidade da volta de Cristo e confiantemente O esperam. Como na parábola, porém, assim é agora. Há um tempo de
espera; a fé é provada; e quando se ouvir o clamor: "Aí vem o Esposo! Saí-Lhe ao encontro!" (Mat. 25:6), muitos não estarão preparados. Não têm óleo em seus vasos nem em suas lâmpadas. Estão destituídos do Espírito Santo.
"O diabo", disse Miller, "tem presentemente grande poder sobre o espírito de alguns. E como saberemos de que espécie de espírito são eles? A Bíblia responde: "Por seus frutos os conhecereis". "O espírito do erro nos afastará da verdade, e o Espírito de Deus para a verdade nos conduzirá. Mas, dizeis vós, um homem pode estar em erro e pensar que tem a verdade. Como será então? Respondemos: O Espírito e a Palavra concordam. Se um homem julga a si mesmo pela Palavra de Deus e acha perfeita harmonia em toda a Palavra, deve então crer que tem a verdade; mas, se descobre que o espírito pelo qual se conduz não se harmoniza com todo o conteúdo da lei ou do Livro de Deus, ande com cuidado, para que não suceda ser preso na cilada do diabo." - The Adventist Herald and Signs of the Times Reporter, de 15 de janeiro de 1845. "Tenho muitas vezes obtido mais provas de uma piedade interior por meio de um olhar iluminado, um rosto umedecido, uma fala embargada, do que de todo o ruído da cristandade. " Desperte do sono o povo de Deus, e inicie com fervor a obra de arrependimento e reforma; investigue as Escrituras para aprender a verdade como é em Jesus; faça uma consagração completa a Deus, e não faltarão evidências de que Satanás ainda se acha em atividade e vigilância.
Esse tipo de conhecimento, e um real relacionamento com Cristo, traça uma linha divisória, ... de modo que examinemos nosso próprio coração e venhamos a saber de que lado nos encontraríamos se então o Senhor viesse nesse momento, - se teriamos exclamado: "Eis que Este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e Ele nos salvará", ou se teriamos pedido às rochas e montanhas que caíssem sobre nós, a fim de os ocultar da face dAquele que Se assenta sobre o trono, e da ira do Cordeiro. Assim Deus, como cremos, experimenta Seu povo, poem-lhe à prova a fé, e vê se na hora da angústia, recuaria da posição em que houvera por bem colocá-lo; e se abandonaria este mundo, depositando implícita confiança na Palavra de Deus."
O sentir dos que ainda criam que Deus os havia guiado em sua experiência, exprime-se nestas palavras de Guilherme Miller: "Tivesse eu de viver de novo a minha vida, com a mesma evidência que tive então de ser sincero para com Deus e o homem, eu teria de agir como agi." "Espero ter limpado minhas vestes do sangue das almas. Sinto que, tanto quanto estava em meu poder, me livrei de toda culpa em sua condenação." "Posto que tenha sido duas vezes desapontado", escreveu este homem de Deus, "ainda não estou abatido nem desanimado. ...
Minha esperança na vinda de Cristo é tão firme como sempre. Fiz apenas aquilo que, depois de anos de solene consideração, compreendi ser meu dever sagrado fazer. Se errei, foi do lado da caridade, do amor para com os meus semelhantes e da convicção do dever para com Deus." "Uma coisa sei: nada preguei que não cresse, e Deus foi comigo; Seu poder se manifestou na obra, e muito benefício foi feito." "Muitos milhares, segundo a aparência humana, foram levados a estudar as Escrituras pela pregação da
profecia acerca do tempo; e por esse meio, mediante a fé e aspersão do sangue de Cristo, foram reconciliados com Deus." - Bliss. "Nunca solicitei a aprovação dos orgulhosos, nem desfaleci quando o mundo se mostrava hostil. Não comprarei hoje o seu favor, tampouco irei além do dever, para não lhes despertar o ódio. Jamais lhes implorarei minha vida, tampouco vacilarei, espero, em perdê-la, se Deus em Sua bondosa providência assim o determina." - Vida de Guilherme Miller, de J. White.
A classe representada pelas virgens loucas não é hipócrita. Têm consideração pela verdade, advogaram-na, são atraídos aos que crêem na verdade, mas não se entregaram à operação do Espírito Santo. Não caíram sobre a rocha, que é Cristo Jesus, e não permitiram que sua velha natureza fosse quebrantada. Essa classe é representada, também, pelos ouvintes comparados ao pedregal. Recebem a Palavra prontamente; porém, deixam de assimilar os seus princípios. Sua influência não permanece neles. O Espírito trabalha no coração do homem de acordo com o seu desejo e consentimento, nele implantando natureza nova; mas a classe representada pelas virgens loucas contentou-se com uma obra superficial. Não conhecem a Deus; não estudaram Seu caráter; não tiveram comunhão com Ele; por isso não sabem como confiar, como ver e viver. Seu serviço para Deus degenera em formalidade. ." Ezeq. 33:31 "Eles vêm a Ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de Ti como Meu povo, e ouvem as Tuas palavras, mas não as põem por obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza. O apóstolo Paulo assinala que essa será a característica especial dos que vivem justamente antes da segunda vinda de Cristo. II Tim. 3:1-5."Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos... mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela."
A graça de Deus tem sido oferecida livremente a todos. Tem sido proclamada a mensagem do evangelho: Apoc. 22:17 "Quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida.". Todavia o caráter não é transferível. Ninguém pode crer por outro. Ninguém pode receber por outro o Espírito. Ninguém pode dar a outrem o caráter que é o fruto da operação do Espírito. Ezeq. 14:20"Ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela (a Terra), vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que nem filho nem filha eles livrariam, mas só livrariam a sua própria alma pela sua justiça.".
Numa crise é que o caráter é revelado. Quando a voz ardorosa proclamou à meia-noite: "Aí vem o Esposo! Saí-lhe ao encontro!" (Mat. 25:6), e as virgens adormecidas ergueram-se de sua sonolência, foi visto quem fizera a preparação para o evento. Ambos os grupos foram tomados de surpresa; porém, um estava preparado para a emergência, e o outro não. Assim agora uma calamidade repentina e imprevista, alguma coisa que põe a pessoa face a face com a morte, mostrará se há fé real nas promessas de Deus. Mostrará se está sustida na graça. A grande prova final virá no fim do tempo da graça, quando será tarde demais para se suprirem as necessidades do espírito.
As dez virgens estão esperando na noite da história deste mundo. Todas dizem ser cristãs. Todas têm uma vocação, um nome, uma lâmpada, e todas pretendem fazer a obra de Deus. Todas aguardam, aparentemente, a volta de Cristo. Cinco, porém, estão
desprevenidas. Cinco serão encontradas surpreendidas, aterrorizadas, fora do recinto do banquete.
No dia final muitos hão de requerer admissão ao reino de Cristo, dizendo: "Temos comido e bebido na Tua presença, e Tu tens ensinado nas nossas ruas." Luc. 13:26.
"Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? E, em Teu nome, não expulsamos demônios? E, em Teu nome, não fizemos muitas maravilhas?" Mat. 7:22. Mas a resposta será: "Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de mim." Luc. 13:27. Nesta vida não tiveram comunhão com Cristo; por isto não conhecem a linguagem do Céu, são estranhos às suas alegrias. "Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus." I Cor. 2:11.
As palavras mais tristes que caíram em ouvidos mortais são aquelas da sentença: "Não vos conheço." Mat. 25:12. Unicamente a comunhão do Espírito que desprezastes poderia unir-vos à multidão jubilosa que estará no banquete das bodas. Não podereis participar dessa cena. Sua luz incidiria sobre olhos cegos, e sua melodia em ouvidos surdos. Seu amor e alegria não fariam soar de júbilo corda alguma do coração entorpecido pelo mundo.
Sal. 119:105
Assim, devem os seguidores de Cristo irradiar luz nas trevas do mundo. Pela atuação do Espírito Santo, a Palavra de Deus é uma luz quando se torna um poder transformador na vida de quem a recebe. Implantando-lhes no coração os princípios de Sua Palavra, o Espírito Santo desenvolve nos homens os predicados de Deus. A luz de Sua glória - Seu caráter - deve refletir-se em Seus seguidores. Assim devem glorificar a Deus, e iluminar o caminho para a mansão do esposo, para a cidade de Deus, e para o banquete de bodas do Cordeiro.
A vinda do esposo foi à meia-noite - a hora mais tenebrosa. Assim a vinda de Cristo será no período mais tenebroso da história deste mundo. Os dias de Noé e de Ló ilustram a condição do mundo exatamente antes da vinda do Filho do homem. Apontando para esse tempo, declaram as Escrituras que Satanás trabalhará com todo poder e "sinais, e prodígios de mentira". II Tess. 2:9. Sua obra é revelada claramente pelas trevas que se adensam rapidamente, pela multidão de erros, heresias e enganos destes últimos dias. Satanás não só leva cativo o mundo, porém suas ilusões infectam até as professas igrejas de nosso Senhor Jesus Cristo. A grande apostasia se desenvolverá em trevas tão densas como as da meia-noite, impenetráveis como a mais intensa escuridão. Para o povo de Deus será uma noite de prova, noite de lamentação, noite de perseguição por causa da verdade. Mas nessa noite de trevas brilhará a luz de Deus. Fez que "das trevas resplandecesse a luz". II Cor. 4:6. Quando "a Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz. E houve luz". Gên. 1:2 e 3. Também na noite das trevas espirituais a Palavra de Deus diz: "Haja luz." A Seu povo, diz Ele: "Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti." Isa. 60:1.
"Eis", diz a Escritura, "que as trevas cobriram a Terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a Sua glória se verá sobre ti." Isa. 60:2.
A escuridão do falso conceito acerca de Deus é que está envolvendo o mundo. Os homens estão perdendo o conhecimento de Seu caráter. Este tem sido mal-
compreendido e mal-interpretado. Neste tempo deve ser proclamada uma mensagem de Deus, uma mensagem de influência iluminante e capacidade salvadora. O caráter de Deus deve tornar-se notório. Deve ser difundida nas trevas do mundo a luz de Sua glória, a luz de Sua benignidade, misericórdia e verdade.
Esta é a obra esboçada pelo profeta Isaías, nas palavras: "Tu, anunciador de boas novas a Jerusalém, levanta a tua voz fortemente; levanta-a, não temas e dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso Deus. Eis que o Senhor Jeová virá como o forte, e o Seu braço dominará; eis que o Seu galardão vem com Ele, e o Seu salário, diante da Sua face." Isa. 40:9 e 10.
Baseado nos livros de Ellen White O grande conflito e Parábolas de Jesus 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Na Pior Loja, a Maior Bênção


Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na Minha casa; e provai-Me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do Céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Malaquias 3:10


Meu nome é Dilvo Von Dentz, moro em Concórdia, SC. Aceitei a Cristo em 2008, mas nunca fui um dizimista regular. Em maio de 2010, comecei a trabalhar numa rede de lojas com 38 filiais no Sul do Brasil. Trabalhava na administração central e sempre deixei clara minha crença na guarda do sábado. Meses depois, recebi uma proposta desafiadora: gerenciar a filial menos rentável da rede, na cidade de Ipumirim, município com sete mil habitantes vizinho à cidade de Concórdia. A loja abria aos sábados, mas deixei claro que não trabalharia no sétimo dia da semana.
Diante desse novo desafio, tomei a decisão de continuar sendo fiel a Deus na observância do sábado e de sistematizar a devolução dos dízimos do Senhor. Como a loja era a menos rentável, decidi pôr Deus à prova. Sendo assim, resolvi fazer um pacto: se a loja alcançasse a meta das vendas, além do dízimo, daria como oferta para Deus 5% dos meus proventos; caso a meta fosse ultrapassada, aumentaria a oferta para 10% do meu salário. Para minha felicidade, no primeiro mês, as vendas atingiram 175% da meta projetada. No segundo mês, os administradores da rede aumentaram a meta em 90%; mesmo assim, a filial que eu gerenciava ultrapassou a nova meta. Fui fiel em meu pacto e pude ver que a fidelidade a Deus resulta em grandes bênçãos.
Os supervisores ficaram impressionados. A filial de Ipumirim vendia mais do que outras lojas da rede, em municípios com 80 mil habitantes. Jamais tinham visto crescimento tão grande, por isso, me convidaram para apresentar uma palestra para todos os funcionários da rede. Então, falei sobre o sábado, sobre o dízimo e sobre o pacto. Eles ficaram ainda mais admirados. Meu objetivo agora é fechar a filial aos sábados, e acho que em breve isso será possível, já que a ideia não sofreu grande rejeição.
Independentemente do que vier a acontecer na minha vida, serei sempre fiel no dízimo e no pacto.

Dilvo Von Dentz
Igreja Adventista de Concórdia, SC (USB)

sábado, 6 de abril de 2013

Eu os Ouvirei


 
Providenciarei para suas necessidades antes que eles peçam. Isaías 65:24

Helen Rosenweare, que foi médica missionária no antigo Congo Belga, conta uma experiência que comprova a promessa do texto de hoje. Ela a intitula “A Bolsa e a Boneca”. Veja que interessante relato:

Certa noite eu estava fazendo de tudo para ajudar uma mãe em trabalho de parto. Apesar do esforço, ela não resistiu e nos deixou com um bebê prematuro e uma filha de dois anos em prantos. Era muito complicado manter o bebê vivo sem uma incubadora (não tínhamos eletricidade para ativar uma incubadora). Também não tínhamos recursos adequados de alimentação. Mesmo morando na linha do Equador, as noites eram frias como aragens traiçoeiras.

Uma das aprendizes de parteira foi buscar a caixa que reservávamos para bebês nessa situação e os panos de algodão para envolvê-los. Uma outra foi alimentar o fogo para aquecer uma chaleira de água para a bolsa de água quente. Sem demora, voltou desconsolada, pois a bolsa havia se rompido. Borracha estraga fácil em clima tropical. “Era nossa última bolsa de água quente”, ela me disse.

Assim como no Ocidente se diz que “não adianta chorar sobre o leite derramado”, na África Central se diria que “não adianta chorar sobre bolsas de água quente estragadas”. Elas não crescem em árvores, e não existem farmácias no meio das florestas.

“Muito bem”, disse eu, “coloquem o bebê em segurança tão próximo quanto possível do fogo e durmam entre a porta e o bebê para protegê-lo das lufadas de vento frio. Mantenham o bebê aquecido.”

Na tarde seguinte, fui orar com as órfãs que vez ou outra queriam reunir-se comigo. Fiz uma série de sugestões que pudessem incentivá-las a orar e, também, contei-lhes sobre o bebê. Expliquei a dificuldade em manter o bebê aquecido já que a única bolsa de água havia estourado, e que o bebê poderia morrer se passasse frio. Mencionei a irmãzinha de dois anos que não parava de chorar e sentia a perda e a ausência da mãe.

Durante as orações, uma das meninas africanas de 10 anos orou: “Por favor, Deus, manda-nos a bolsa de água quente. Amanhã talvez será tarde, porque o bebê pode não aguentar. Por isso, manda a bolsa de água quente ainda hoje.”

Enquanto eu ainda procurava recuperar o ar diante de tamanha ousadia, a menina acrescentou: “E, Senhor, já que estás cuidando disso, por favor, manda junto uma boneca para a irmãzinha do bebê, para que ela saiba que também a amas de verdade.”

Será que havia meios de Deus atender a essa oração?

Leia o que a médica missionária conta: Como é comum quando lidamos com crianças, achei que eu estava em apuros. Poderia eu, honestamente, dizer “Amém” em resposta à oração da menina? Eu simplesmente não conseguia acreditar que Deus poderia atendê-la. O único jeito de obtermos a bolsa de água quente seria por encomenda à minha terra natal, via correio.

Eu estava na África havia quatro anos. Jamais tinha recebido uma encomenda postal de minha família. E se alguém enviasse um presente, poria ali uma bolsa de água quente? Afinal, eu morava na linha do Equador.

No meio da tarde, durante uma aula da escola de enfermagem, veio um recado dizendo que um carro estacionara no portão de minha casa. Quando cheguei, o carro já havia partido e deixado um pacote de 11 quilos na varanda.

Não consegui abrir a caixa sozinha. Pedi que algumas crianças do orfanato me ajudassem. Trinta a quarenta olhos arregalados acompanhavam atentos cada movimento. Na camada de cima havia roupas de cores vivas e brilhantes. Os olhinhos das crianças brilhavam à medida que as distribuía. Na camada seguinte havia ataduras para os pacientes leprosos, caixinhas de uvas passas, pacotes de farinha que se transformariam em deliciosos bolos no fim de semana.

Quando coloquei as mãos de novo na caixa, pasmem... “Uma bolsa de água quente, novinha em folha!” gritei.

Eu não havia feito nenhum pedido. Rute, aquela menina que havia orado na reunião de oração, saltou do banco da frente e gritou: “Se Deus mandou a bolsa de água quente, mandou também a boneca!” Enfiando as mãos na caixa, começou a procurar a boneca. E lá estava ela, maravilhosamente vestida!

Rute não duvidara nem por um instante. Olhando para mim, perguntou: “Posso ir junto levar a boneca para a irmãzinha do bebê, para que ela saiba o quanto Jesus a ama?”

Esse pacote estivera a caminho por cinco meses. Foi iniciativa de minha ex-professora de escola bíblica, cuja líder atendeu a voz do Senhor de enviar uma bolsa de água quente. E uma das alunas dela decidiu, cinco meses antes, enviar junto uma boneca, em resposta a uma oração de outra menina de 10 anos de idade que acreditou fielmente que Deus atenderia à sua oração, ainda naquela tarde.

Não podemos duvidar de que Deus atende nossas orações, muitas vezes antes mesmo de pedirmos!

José Maria Barbosa da Silva